CAPÍTULO 3Gratuito
Fogo Cruzado
TÍTULO: Fogo Cruzado
Valentina sentiu todas as atenções concentradas nela como holofotes quentes demais sobre sua pele. Mas era tarde para recuar. Matteo Bellanti havia pedido uma explicação, e ela não seria covarde agora.
— Uma mulher não compra Bellanti apenas porque a roupa é bem-feita — começou ela, mantendo a voz firme apesar dos nervos. — Ela compra porque quer se sentir transformada. Quando ela veste uma peça Bellanti, ela não quer apenas parecer elegante. Ela quer se sentir invencível.
Valentina levantou-se, incapaz de permanecer sentada enquanto falava sobre algo que movia cada fibra do seu ser.
— Gelo e Fogo como conceito tem potencial, mas a execução está muito literal. — Ela apontou para uma das imagens no projetor. — Este casaco de pelo branco com couro vermelho envernizado. É visualmente impactante, mas não há sedução. Não há mistério. É tudo dado, explicado, óbvio.
Chiara abriu a boca para interromper, mas Matteo ergueu a mão, silenciando-a sem sequer olhar em sua direção. Seus olhos cinzentos permaneciam fixos em Valentina.
— Continue.
— A mulher Bellanti não é óbvia — disse Valentina, ganhando confiança. — Ela é complexa. Ela pode ser gelo por fora e fogo por dentro. Ou o contrário. A coleção deveria refletir essa dualidade de forma mais sutil. Texturas que revelam e escondem ao mesmo tempo. Cores que mudam dependendo da luz, do movimento. Peças que fazem você querer descobrir a mulher que está usando, não apenas admirar a roupa.
Um dos homens pigarreou, claramente desconfortável.
— Com todo respeito, senhorita Rossi, mas a senhorita Bellanti tem décadas de experiência criando coleções de sucesso para esta marca.
— E ninguém está questionando isso — Valentina virou-se para ele. — Estou apenas oferecendo uma perspectiva diferente. A perspectiva de quem sonhou a vida inteira em possuir uma peça Bellanti, mas nunca pôde pagar por uma. Eu sei o que faz uma mulher olhar para uma vitrine e suspirar. Não é perfeição técnica. É desejo puro.
— Desejo — repetiu Matteo, saboreando a palavra. — E como você traduziria esse desejo em peças concretas?
Valentina respirou fundo. Era agora ou nunca.
— O pelo branco poderia ter um forro de seda vermelha que só aparece quando a mulher se move. Um segredo que apenas ela e quem está perto o suficiente pode ver. Os couros envernizados poderiam ter acabamentos foscos estratégicos, criando padrões que surgem e desaparecem. As sedas poderiam ter bordados quase invisíveis em fios metálicos que capturam a luz de forma inesperada.
Ela caminhou até o projetor, apontando para outra imagem.
— Este vestido cinza. Tecnicamente impecável. Mas e se a saia tivesse camadas de tule em degradê do cinza ao vermelho, invisíveis quando ela está parada, mas criando um efeito de chamas quando ela se move? E se o decote tivesse aplicações de cristais minúsculos dispostos como gelo se formando, mas apenas de um lado, assimétrico, inesperado?
O silêncio na sala havia mudado de qualidade. Não era mais choque. Era... consideração.
— Você está sugerindo que reconstruamos toda a coleção. — A voz de Chiara era gelo puro. — Três meses antes do desfile.
— Não estou sugerindo reconstruir — Valentina virou-se para ela, forçando-se a encontrar aqueles olhos furiosos. — Estou sugerindo refinar. Adicionar camadas. A estrutura que você criou é sólida. Mas precisa de alma.
— Alma — Chiara praticamente cuspiu a palavra. — Você está aqui há dois dias e acha que pode dar lições sobre a alma da Bellanti?
— Chiara. — A voz de Matteo era baixa, mas carregava uma autoridade que fez a cunhada se calar imediatamente. — Sente-se.
Chiara obedeceu, mas a fúria irradiava dela como calor.
Matteo levantou-se, caminhando lentamente até o projetor. Ficou ali por um longo momento, estudando as imagens da coleção. O silêncio era tão denso que Valentina podia ouvir sua própria respiração.
Finalmente, ele se virou.
— Quando minha avó fundou a Bellanti em 1952, ela tinha uma filosofia simples. — Sua voz era suave, mas todos na sala pendiam para frente para ouvi-lo. — Ela dizia que uma roupa deveria ser como um segredo sussurrado. Nem todos poderiam ouvi-lo, mas aqueles que pudessem nunca o esqueceriam.
Ele caminhou de volta para a cabeceira da mesa, apoiando as mãos sobre o vidro.
— Nos últimos anos, esquecemos disso. Criamos roupas que gritam ao invés de sussurrar. Que impressionam mas não seduzem. — Seus olhos encontraram os de Chiara. — Valentina tem razão. Esta coleção é tecnicamente perfeita e emocionalmente vazia.
A sala explodiu em murmúrios baixos. Chiara empalideceu, depois ficou vermelha.
— Matteo, você não pode estar falando sério. Uma estagiária que mal...
— Vou dar três semanas — interrompeu Matteo, ignorando-a completamente e voltando sua atenção para Valentina. — Três semanas para você desenvolver propostas concretas de como refinar esta coleção. Esboços, amostras de tecido, detalhes técnicos. Tudo.
O coração de Valentina disparou.
— Eu... sim. Posso fazer isso.
— Você trabalhará diretamente comigo. Reuniões diárias para revisar o progresso. — Ele olhou para Chiara. — E com Chiara, naturalmente. Ela supervisionará a viabilidade técnica e comercial de suas propostas.
Era um jogo de poder brilhante, Valentina percebeu. Matteo estava simultaneamente validando suas ideias e forçando Chiara a colaborar.
— Naturalmente — disse Chiara, e seu sorriso era veneno puro.
— Reunião encerrada. — Matteo pegou seu telefone e saiu da sala sem mais palavras.
No momento em que a porta se fechou atrás dele, Chiara levantou-se como uma serpente prestes a dar o bote.
— Você — ela apontou para Valentina — no meu escritório. Agora.
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O escritório de Chiara no décimo primeiro andar era tudo que Valentina esperaria. Minimalista até a esterilidade. Branco, preto e cinza. Nenhuma foto pessoal. Nenhum toque de calor. Apenas design frio e prateleiras repletas de prêmios e reconhecimentos da indústria.
Chiara fechou a porta com força suficiente para fazer Valentina estremecer, depois se virou, e toda a fachada de profissionalismo civilizado desapareceu.
— Quem diabos você pensa que é?
— Eu apenas respondi a uma pergunta que...
— Você me humilhou! — Chiara avançou, e Valentina teve que se forçar a não recuar. — Na frente da diretoria. Na frente de Matteo. Você, uma estagiária insignificante de Nápoles que provavelmente nunca viu um desfile de verdade na vida!
— Eu apenas disse o que...
— Você disse o que Matteo queria ouvir — interrompeu Chiara, e então seu rosto mudou, tornando-se calculista. — Ah. Entendo agora. — Um sorriso cruel curvou seus lábios. — Você é esperta. Eu admito. Percebeu que Matteo está insatisfeito com os resultados recentes e decidiu bajulá-lo com suas opiniões de estudante.
— Não foi isso.
— Não? — Chiara cruzou os braços. — Então talvez você tenha outras razões para querer a atenção dele. Ele é rico, poderoso, ainda jovem o suficiente para ser atraente. Não seria a primeira garota ambiciosa a tentar usar o CEO como escada.
A raiva explodiu dentro de Valentina como um vulcão.
— Eu vim aqui para trabalhar com moda. Não para jogar seus jogos políticos patéticos. — Ela deu um passo à frente, e foi Chiara quem recuou desta vez. — E se você é tão boa quanto alega, não deveria ter medo da opinião de uma simples estagiária.
Os olhos de Chiara estreitaram-se perigosamente.
— Você acabou de cometer o maior erro da sua vida. — Sua voz era baixa, letal. — Vou tornar cada segundo que você passar aqui um inferno. Vou fazer você implorar para ir embora. E quando você falhar — porque você vai falhar — vou pessoalmente garantir que nunca mais trabalhe em moda em lugar nenhum da Itália.
— Então terá que fazer seu pior. — Valentina forçou-se a manter a voz firme. — Porque eu não vou desistir.
Chiara aproximou-se tanto que Valentina podia sentir seu perfume caro misturado com algo mais amargo. Raiva. Medo.
— Três semanas — sussurrou Chiara. — Você não vai durar nem três dias. Pode sair.
Valentina saiu do escritório com as pernas tremendo, mas manteve a cabeça erguida. Apenas quando estava de volta à sua mesa minúscula, escondida atrás da coluna, permitiu-se afundar na cadeira e deixar a realidade do que havia feito afundá-la.
Ela havia desafiado a diretora criativa da Bellanti.
Ela havia criticado publicamente o trabalho de uma das estilistas mais respeitadas da Itália.
E agora tinha três semanas para provar que não estava apenas falando da boca para fora.
— Santa madonna — Leo apareceu ao lado dela, olhos arregalados. — Você é completamente insana ou a pessoa mais corajosa que já conheci. Ainda não decidi qual.
— Provavelmente as duas coisas. — Valentina passou as mãos pelo rosto. — Leo, em que eu me meti?
— Em algo grande. — Ele puxou uma cadeira, sentando-se ao lado dela. — Olha, o que você fez lá foi... foi incrível. Ninguém fala com Matteo daquele jeito. Ninguém desafia Chiara abertamente. E você fez as duas coisas no mesmo dia.
— E agora ela vai me destruir.
— Provavelmente vai tentar. — Leo não tentou suavizar. — Mas você tem uma coisa que ela não esperava.
— O quê?
— Matteo do seu lado. — Leo baixou a voz. — Não sei o que está acontecendo, mas ele nunca se envolve assim em questões criativas. Nunca. E hoje... hoje ele não conseguia tirar os olhos de você.
Valentina sentiu seu rosto esquentar.
— Ele estava avaliando minhas ideias, não...
— Valentina. — Leo tocou seu braço gentilmente. — Eu trabalho aqui há cinco anos. Conheço aquele homem. E o jeito que ele olhou para você hoje não foi apenas profissional.
Antes que Valentina pudesse responder, seu telefone — o celular barato que ela conseguira comprar em uma promoção — vibrou. Uma mensagem de um número desconhecido.
*"Meu escritório. Amanhã, 7h30. Traga suas ideias iniciais. Não se atrase. - M.B."*
Seu coração saltou no peito.
— É ele — murmurou ela, mostrando a mensagem para Leo.
— Sete e meia da manhã. — Leo assobiou baixinho. — Antes de qualquer outra pessoa chegar. Valentina, ele quer te encontrar sozinho.
— Para discutir a coleção.
— Claro. — Leo sorriu, mas havia preocupação em seus olhos. — Apenas... tome cuidado. Matteo Bellanti é conhecido por duas coisas: construir impérios e destruir qualquer um que fique no seu caminho. Certifique-se de que você sabe de qual lado dessa equação está.
Valentina olhou novamente para a mensagem, seu polegar passando sobre as iniciais. M.B.
Ela deveria estar com medo. Deveria estar considerando fugir enquanto ainda tinha chance.
Mas tudo que sentiu foi uma antecipação ardente e perigosa.
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Naquela noite, de volta ao seu apartamento minúsculo, Valentina não dormiu.
Ela espalhou suas anotações, esboços e amostras de tecido que havia trazido de Nápoles sobre a cama estreita. Trabalhou freneticamente à luz fraca do abajur, suas mãos movendo-se rapidamente sobre o papel enquanto traduzia as visões em sua mente para linhas concretas.
O vestido cinza com degradê vermelho na saia. O casaco de pelo com forro de seda escarlate. Uma blusa de seda branca com bordados em fios de prata que formavam padrões de gelo ao longo dos ombros e costas.
Ela desenhou e redesenhou. Apagou e refez. Quando o relógio marcou três da manhã, ela tinha dez esboços sólidos e uma lista de modificações técnicas para cada um.
Não era perfeito. Mas era um começo.
Às seis da manhã, ela tomou um banho rápido, vestiu o melhor conjunto que possuía — uma calça preta bem cortada e uma blusa de seda branca que ela mesma havia feito — e prendeu os cabelos em um rabo de cavalo elegante.
Pegou seus esboços, colocou-os cuidadosamente em uma pasta de papelão barata, e saiu para enfrentar o que quer que a esperasse.
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O edifício da Bellanti estava praticamente vazio às sete e quinze da manhã. Apenas seguranças e equipe de limpeza. Os elevadores silenciosos. Os andares escuros.
Valentina subiu ao décimo segundo andar, seu coração batendo cada vez mais rápido a cada número que acendia no painel.
O corredor estava deserto. A porta do escritório de Matteo estava entreaberta, luz dourada vazando pela fresta.
Ela bateu suavemente.
— Entre.
A voz dele enviou um arrepio pela sua coluna.
Valentina empurrou a porta e entrou.
O escritório de Matteo Bellanti era o oposto do de Chiara. Onde o dela era frio e minimalista, o dele era rico e habitado. Prateleiras de livros sobre negócios, moda, arte. Uma parede inteira de vidro com vista para Milão acordando. Móveis de madeira escura e couro. E na parede atrás de sua mesa, uma fotografia em preto e branco de uma mulher linda rindo, claramente de décadas atrás.
Sua avó, percebeu Valentina. A fundadora da Bellanti.
Matteo estava de pé ao lado da janela, já vestido impecavelmente em um terno azul-marinho, uma xícara de espresso na mão. A luz da manhã iluminava seu perfil, acentuando a linha forte de sua mandíbula, o nariz reto, os lábios que eram surpreendentemente sensuais para um rosto tão marcado por autoridade.
— Você é pontual — disse ele, sem se virar. — Isso é raro.
— O senhor pediu sete e meia.
— E se eu tivesse pedido cinco da manhã?
— Eu estaria aqui às cinco da manhã.
Ele se virou então, e aqueles olhos cinzentos encontraram os dela com uma intensidade que fez o ar sair de seus pulmões.
— Mostre-me o que você tem.
Valentina caminhou até a grande mesa de vidro e abriu sua pasta barata, espalhando seus esboços. Ela estava dolorosamente consciente de como eles pareciam rudimentares comparados aos renders digitais perfeitos que Chiara apresentara ontem.
Matteo colocou a xícara de lado e aproximou-se, inclinando-se sobre a mesa para examinar os desenhos. Ele estava perto o suficiente para que ela pudesse sentir o perfume dele — algo amadeirado, masculino, caro.
Ele não disse nada por um longo momento, apenas estudando cada esboço com atenção meticulosa.
— Você fez isso tudo ontem à noite.
Não era uma pergunta.
— Sim.
— Não dormiu.
— Não muito.
Ele pegou um dos esboços — o vestido cinza com o degradê vermelho — e o segurou contra a luz da manhã.
— Este. — Sua voz era suave, quase pensativa. — Foi o primeiro que você desenhou.
— Como sabe?
— As linhas são mais confiantes. Menos hesitantes. — Ele olhou para ela por cima do papel. — Você sempre começa com aquilo que mais te emociona?
— Sim. — A palavra saiu como um sussurro.
Matteo colocou o desenho de volta na mesa e caminhou ao redor dela, forçando Valentina a girar para acompanhá-lo. Ele a circulou lentamente, e ela se sentiu como uma presa sendo avaliada por um predador.
— Você tem talento — disse ele finalmente. — Talento bruto, não refinado, mas real. — Ele parou diante dela, tão perto que ela teve que inclinar a cabeça para trás para encontrar seus olhos. — Mas talento não é suficiente neste mundo. Você precisa de disciplina. Técnica. E acima de tudo, precisa entender que moda, neste nível, é tanto negócio quanto arte.
— Eu entendo.
— Entende? — Ele inclinou a cabeça ligeiramente, e o movimento fez uma mecha de cabelo negro cair sobre sua testa. — Cada peça que criamos precisa justificar seu custo de produção, seu preço de venda, seu impacto de marca. Suas ideias são lindas. Mas são viáveis?
— Com os recursos da Bellanti, sim.
— Confiante.
— Realista.
Um sorriso fantasma tocou seus lábios.
— Chiara vai tornar sua vida impossível. Você sabe disso.
— Ela já deixou isso claro.
— E ainda assim você está aqui.
— Ainda assim estou aqui.
Matteo deu mais um passo à frente, e agora havia apenas centímetros entre eles. Valentina podia ver as minúsculas linhas ao redor de seus olhos, o leve sombreado de barba em sua mandíbula, a forma como sua respiração movia suavemente o tecido de sua camisa.
— Por que você realmente está aqui, Valentina? — Sua voz era baixa, íntima. — E não me diga que é apenas pelo amor à moda.
Ela encontrou seus olhos e não desviou o olhar.
— Porque passei a vida inteira sendo invisível. A garota pobre de Nápoles. A filha da costureira. Boa o suficiente para fazer ajustes nas roupas de outras pessoas, mas nunca boa o suficiente para criar as suas próprias. — Sua voz tremeu levemente, mas ela continuou. — Estou aqui porque quero provar — para o mundo, para minha mãe, para mim mesma — que eu mereço estar nesta sala. Que meu talento vale tanto quanto o de qualquer um formado nas melhores escolas, com os melhores contatos, com o melhor dinheiro.
O silêncio que se seguiu era carregado de algo que Valentina não conseguia nomear.
Então, Matteo fez algo completamente inesperado.
Ele estendeu a mão e tocou gentilmente seu rosto, seus dedos traçando a linha de sua mandíbula com uma suavidade que contrastava completamente com a dureza que ele projetava.
— Você me lembra alguém — murmurou ele, e havia algo de vulnerável em sua voz. — Essa fome. Essa recusa em desistir.
Valentina mal podia respirar, presa entre o desejo de se inclinar para aquele toque e o medo do que isso significaria.
Mas então, tão rapidamente quanto começou, o momento terminou.
Matteo deixou cair a mão e recuou, a máscara de profissionalismo voltando como uma porta se fechando.
— Você tem três semanas — disse ele, sua voz novamente toda negócios. — Usaremos uma das salas de design privadas no décimo andar. Terá acesso a todos os materiais, técnicos e recursos que precisar. Mas Valentina? — Ele a encarou com aquela intensidade devastadora. — Não me decepcione.
— Não vou.
— Veremos.
E enquanto ela recolhia seus esboços e se preparava para sair, Valentina soube com certeza absoluta de uma coisa:
Ela havia acabado de entrar em um jogo muito mais perigoso do que apenas salvar uma coleção.
E o maior risco não era falhar com a moda.
Era perder seu coração para um homem que talvez nunca pudesse retribuir.
