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thriller
Cúmplice Perfeita
Beatriz Cavalcante passou seis anos na Polícia Civil de São Paulo aprendendo que a maioria dos crimes é banal — e que as pessoas que os cometem raramente parecem capazes disso. Depois que um processo interno encerrou sua carreira na farda, ela abriu uma consultoria de due diligence corporativa. O trabalho era discreto, bem remunerado, e não envolvia mortes. Até agora. A missão parecia simples: voar para a Toscana, verificar a identidade de um suposto herdeiro que ameaçava contestar o testamento da família Ferrini, e voltar para São Paulo em três dias. O cliente era anônimo — o que, no seu ramo, não era exatamente incomum. O que era incomum era acordar na Tenuta Ferrini numa sexta-feira de manhã e encontrar o patriarca Aldo Ferrini morto no escritório. Com Bia sendo a única pessoa na propriedade sem alibi verificável. E sem credencial alguma que valha numa jurisdição italiana. Quando o maresciallo Lorenzo Ricci chega de Siena, fica imediatamente claro que ele não é o tipo de homem que aceita coincidências. Também fica claro que Bia não vai a lugar nenhum enquanto o inquérito corre. O que ela não esperava era que o próprio Ricci, metódico e irritantemente perspicaz, começasse a suspeitar que ela pode estar sendo usada — e não apenas suspeita. A Tenuta é um mundo fechado: vinhedos que existem há duzentos anos, um borgo medieval cujas famílias trabalham para os Ferrini há gerações, e uma casa cheia de pessoas com razões perfeitamente boas para querer o patriarca morto. Carlo, o filho mais velho, afogado em dívidas. Sofia, a arquiteta que nunca recebeu o que lhe foi prometido. Matteo, o caçula que cuida do vinhedo e raramente fala. E a Nonna Rosa, de setenta e seis anos, que todos tratam como senil — e que observa tudo com olhos muito mais afiados do que aparenta. Bia aceitou uma missão simples. Mas quem quer que a tenha contratado sabia exatamente o que estava fazendo: ela era a cúmplice perfeita. Alguém que estaria no lugar certo, na hora certa, sem ninguém para confirmar sua inocência. O problema é que Bia passou anos aprendendo como crimes banais funcionam. E esse, ela começa a perceber, foi planejado por alguém que conhecia muito bem o seu currículo.
Isabel Greco

romance-contemporaneo
Entre Canais
Camila chegou a Amsterdã para um novo começo. Não contava que Emma Reys ainda estaria lá. Três anos atrás, num congresso de arquitetura em Berlim, Camila Teixeira passou uma noite inteira falando de espaços, de Porto Alegre, de medo e de sonhos com uma holandesa de olhos cinzas que parecia entender tudo sem que ela precisasse traduzir. E então, antes do amanhecer, Camila foi embora sem deixar nota, sem enviar mensagem, sem explicação. Emma Reys passou três anos convencendo a si mesma que não importava. Que havia sido uma noite como qualquer outra. Quando Camila entra no Studio Reys & Partners na segunda-feira de manhã, Emma entende que mentiu para si mesma em todas as três coisas. Agora elas têm que trabalhar juntas na reconstrução de um armazém histórico em Amsterdam Noord — um projeto sobre o que se preserva e o que se destrói. Sobre o que se reconstrói e o custo disso. A cicatriz não fechou. Só ficou em silêncio por três anos.
Larissa Duarte

romance-contemporaneo
Acorde
Nayara Vaz foi contratada para fotografar uma turnê europeia. O que ela não sabia: o vocalista da banda era o homem que ela deixou dormindo em São Paulo três anos atrás — antes de ele ser famoso, antes de ela entender o que havia feito. Theo Alves nunca a esqueceu. Ele passou três anos colocando isso em músicas. Agora ela está no mesmo ônibus de turnê, com um crachá de imprensa e a expressão de quem quer que isso seja apenas trabalho. Acorde é um romance sobre reconhecer algo que você não sabia que estava procurando — e sobre o que acontece quando a turnê acaba e o mundo real começa.
Alessia Brandt

romance-contemporaneo
A Estranha Familiar
Sophie Hartley acorda no hospital sem os últimos três anos de memória. Sabe o nome das ruas de Bath, sabe tocar violoncelo — mas não sabe quem é o homem brasileiro de olhos atentos que a olha como se a conhecesse por dentro. Léo Carvalho sabe tudo sobre Sophie. Sabe o chai com gengibre extra, a janela que ela abre às quatro da tarde, a maneira como ela toca quando acha que não tem plateia. Sabe também o que ela não sabe: que na véspera do acidente, eles haviam brigado de um jeito que não tem palavra fácil. Que ele havia comprado uma passagem de volta ao Brasil. Que o acidente aconteceu antes que ele soubesse se ia usá-la. As regras da médica são simples: não forçar. Não mentir. Deixar o cérebro reconectar no próprio ritmo. O que a médica não disse é que seria impossível não amar ela de novo enquanto espera. Uma história sobre aprender a ficar — não porque não há para onde ir, mas porque você escolhe.
Elise Morrow

romance-contemporaneo
Fissura
Sofia Barros chegou à Islândia em outubro com uma bolsa de pesquisa de doze meses e quatro frascos de shampoo de coco — porque sabia que ia sentir falta do Brasil. No bar do hotel, na noite anterior ao primeiro dia de trabalho, ela conversou por trinta minutos com um homem que não disse o nome. Conversa honesta, sem jogo, do tipo que só acontece quando as duas pessoas estão cansadas demais para filtrar. No jantar de boas-vindas, quarenta minutos depois, ela descobriu que o homem era Erik Andersen — CEO e fundador da empresa que ia pagar seu salário pelos próximos doze meses. Erik tem quarenta e oito anos, viúvo há três, e três anos sem sentir nada que valesse a pena sentir. Sofia tem vinte e seis, é a pessoa mais direta que ele encontrou em muito tempo, e cheira a shampoo de coco num país que faz dez graus negativos em dezembro. Fissura acompanha um inverno inteiro na Islândia — e o que acontece quando duas pessoas que deveriam saber melhor decidem não saber mesmo assim.
Lena Voss

melodrama
Pedra Bruta
Isabela Reis tem 28 anos e nunca viu uma joia de verdade na vida. Criada em Diamantina, Minas Gerais, por Dona Tereza — uma lavadeira que a encontrou abandonada na porta de casa quando era recém-nascida —, Isabela cresceu entre roupas no varal, escola pública e turnos no balcão de uma padaria. Quando Dona Tereza morre, deixa uma carta revelando que Isabela não é sua filha de sangue e um colar de esmeraldas escondido sob o assoalho. Isabela vem a São Paulo atrás de respostas. Na primeira noite, presencia um acidente brutal: um carro de luxo capota na Marginal Pinheiros. Dentro do carro, coberta de sangue, está uma mulher idêntica a ela — Valentina Monteiro, herdeira da Monteiro Joias, uma das maiores joalherias do Brasil. Valentina entra em coma. A matriarca Aurora Monteiro olha nos olhos de Isabela e sabe que aquela não é sua filha. Mas precisa que o mundo acredite que é. Porque se Valentina "morrer", o contrato de fusão com a Almeida Capital desmorona e trinta anos de império viram pó. Aurora força Isabela a manter a farsa. Presa numa mansão de mármore e ouro, noiva de um homem que nunca viu, Isabela descobre que Henrique Almeida — sério, bonito, honrado — está se apaixonando por ela. Pela mulher errada. Ou pela certa. Pedra Bruta é um melodrama sobre identidade, poder e redenção. Uma novela onde gêmeas separadas ao nascer se enfrentam numa guerra de espelhos, onde a verdade é sempre mais monstruosa que a mentira, e onde uma pedra bruta pode se revelar o diamante mais valioso de todos.
Raquel Montenegro
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