Em Destaque

romance-contemporaneo
Prescrição Perigosa
Dra. Luísa Cardoso chegou ao Mount Sinai Hospital com um fellowship Fulbright, uma metodologia melhor do que a de qualquer colega, e a firme intenção de não complicar duas coisas ao mesmo tempo. O Dr. James Mitchell estava no quadro branco quando ela entrou e não se virou para dar boas-vindas. Dois cirurgiões, uma pesquisa, uma bolsa de 2,4 milhões de dólares que nenhum dos dois vai perder sem luta — e um acordo temporário que deveria ser simples e não foi.
Beatriz Cavalcanti

thriller
A Heresia de Bologna
Élise Marchand não veio para Bologna investigar uma morte. Veio catalogar manuscritos medievais — trabalho discreto, sistemático, o tipo de trabalho que ela faz bem demais para parar de fazer. O doutorando que a assistia era brilhante. Pontual. Um pouco mais nervoso que o normal na última sessão que tiveram juntos, mas ela anotou e não perguntou. Dois dias depois, o corpo de Luca Bernardini foi encontrado no Canale Navile. Afogamento acidental, segundo a autópsia. Marco Ferretti, o promotor que abriu o caso quando a polícia queria esperar, não acredita em afogamentos acidentais de doutorandos saudáveis. E ela, sendo a última pessoa a ver Luca com vida, não vai a lugar nenhum enquanto ele investiga. O que Élise não conta a Marco — não ainda — é que Luca deixou alguma coisa nos arquivos antes de desaparecer. Uma nota cifrada em latim medieval, escondida dentro de um manuscrito do século XIV que eles catalogaram juntos. Uma nota endereçada a ela. E que, quanto mais ela decifra, mais fica claro que Luca havia encontrado algo que a Universidade de Bologna não deveria nunca ter guardado. Há uma sociedade secreta na universidade mais antiga do mundo ocidental. Existe desde 1221. Tem um histórico documentado de mortes encobradas que Élise encontra nas atas de arquivo — quatro em sessenta anos, todas classificadas como acidentes, todas precedidas pelo mesmo padrão de linguagem burocrática. E está investigando, ela descobre no momento mais errado possível, quem matou Luca — porque o assassino agiu sem autorização do grupo. A heresia de Bologna não é o crime. É o que o Circolo dos Custodi guardou por setecentos anos: a prova de que a fundação oficial da universidade é falsa. E Luca, ela vai perceber tarde demais, escondeu essa prova no manuscrito que ela analisa desde o primeiro dia.
Clara Voss

romance-contemporaneo
A Estranha Familiar
Sophie Hartley acorda no hospital sem os últimos três anos de memória. Sabe o nome das ruas de Bath, sabe tocar violoncelo — mas não sabe quem é o homem brasileiro de olhos atentos que a olha como se a conhecesse por dentro. Léo Carvalho sabe tudo sobre Sophie. Sabe o chai com gengibre extra, a janela que ela abre às quatro da tarde, a maneira como ela toca quando acha que não tem plateia. Sabe também o que ela não sabe: que na véspera do acidente, eles haviam brigado de um jeito que não tem palavra fácil. Que ele havia comprado uma passagem de volta ao Brasil. Que o acidente aconteceu antes que ele soubesse se ia usá-la. As regras da médica são simples: não forçar. Não mentir. Deixar o cérebro reconectar no próprio ritmo. O que a médica não disse é que seria impossível não amar ela de novo enquanto espera. Uma história sobre aprender a ficar — não porque não há para onde ir, mas porque você escolhe.
Elise Morrow

romantasy
A Filha das Marés
Mariana Conceição estudou o oceano a vida inteira. Nunca imaginou que o oceano a estudava de volta. Bióloga marinha de Salvador, Mariana trata o mar como dados — correntes, temperatura, salinidade. O fato de que ela nunca consegue se afastar do oceano por mais de três dias também deve ter explicação. Que ela sonha em iorubá sem saber falar a língua, também. No dia em que um naufrágio a lança ao mar aberto e ela sobrevive de forma impossível, um homem sai da água junto com ela. Adewale. Pele negra, olhos que refletem profundidade demais, português com sotaque que não pertence a nenhuma cidade viva. Ele sabe o nome de sua bisavó. Conhece a linhagem de Mariana melhor do que ela. Adewale era iorubá de Lagos, 1605. Sobreviveu à travessia do Atlântico em 1624 porque pediu — não rezou, pediu, diretamente, em iorubá, no meio do oceano às 3 da manhã. Yemanjá respondeu. O preço foi a mortalidade. Ele existe há 419 anos numa camada entre o mundo dos vivos e o das águas. Mariana não acredita em Orixás. Mas os Orixás acreditam nela. Uma história sobre o que o Atlântico guardou por 400 anos. Sobre a herança que atravessa oceanos. Sobre o amor que escolhe o tempo limitado porque é o único tempo que importa de verdade.
Adaeze Santos

thriller
Maré Alta
Fernando de Noronha é o tipo de lugar que parece impossível de temer. Águas turquesa, penhasco que corta o horizonte, céu sem arranhões. Mas Ana Luz sabe que a ilha guarda o que o mar não levou: sete anos atrás, Felipe caiu daquele penhasco, e os seis amigos que estavam lá voltaram para casa com a mesma versão ensaiada. Acidente. Todos concordaram. Ninguém mais falou no assunto. Agora Ana convocou o grupo de volta — um reencontro, um fechamento, talvez uma absolvição coletiva que ela mesma não sabe se merece. Mas na segunda manhã na ilha, Thiago é encontrado morto. Mesmo penhasco. Mesma mentira impossível de sustentar. O problema não é só que alguém está matando. O problema é que todos ali escondem algo sobre a noite em que Felipe morreu. Rafael, Lucas, Marina, Camila — cada um carrega uma versão diferente do que aconteceu, e agora essas versões estão começando a rachar. Enquanto o passado e o presente se entrelaçam em camadas cada vez mais sufocantes, Ana percebe que organizou um reencontro que pode não ter saída. A ilha paradisíaca virou uma armadilha com mar em todos os lados — e o assassino está sentado à mesma mesa que ela no jantar. Maré Alta é um thriller psicológico de dual timeline onde o horror não está no sangue, mas no que cada pessoa sabe e escolheu calar.
Julia Neves

romance-contemporaneo
Acesso Negado
Laura Vasconcelos levou três anos para construir a Nuvem Lógica do zero. Três anos para transformar raiva em produto, silêncio em estratégia, e um cheque de liquidação em uma empresa que crescia quarenta por cento a cada trimestre. Quando o Grupo Almeida colocou as duas plataformas na mesma shortlist, ela foi porque estava pronta. O que ela não calculou foi o que ia sentir quando Caio Menezes a viu no lobby antes que ela o visse. Ele sabe o que fez. Ela sabe que ele sabe. A batalha entre os dois não começa no momento em que se encontram — começa no momento em que os dois percebem que o que está em jogo não é só o mercado.
Beatriz Cavalcanti
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